Frutos de justiça

"Esta é a minha oração: que o amor de vocês aumente cada vez mais em conhecimento e em toda percepção, para discernirem o que é melhor, a fim de serem puros e irrepreensíveis até o dia de Cristo, cheios do fruto da justiça, fruto que vem por meio de Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus." Paulo, Apóstolo, aos Filipenses


Companheiros do caminho,

Que oração maravilhosa! Por trás das palavras rebuscadas e do formalismo bíblico (nesse trecho nem tanto) se revela um cristianismo vívido, pronto a ser experimentado, à disposição nossa para provarmos do seu aroma e do seu sabor. Como é bom sabermos que o cristianismo não se limita ao campo das ideias, tãopouco da filosofia, mas tem na sua essência o potencial intrínseco de se tornar visível, expresso, quase digamos, palpável.

E esse é nosso grande desafio. Entender que o cristianismo não existe para ocupar as rodas de discussões. Não se presta a tomar a mente das pessoas para enfim entender o místico através do misticismo - este aplicado na sua forma mais ampla e abrangente possível do conceito. Não se resume a ser objeto de estudo, com interpretações exaustivas, que ao final, ao invés de esclarecer, confundem. É fora de propósito também ser tomado como objeto de superstição. Como alguém que traz para si um pé de coelho ou um ramo de arruda e pensa isso representar a garantia para uma vida feliz... sim amado, essas coisas existem. E estão mais próximas de nós do que podemos imaginar. 

O cristianismo existe para mudar a vida das pessoas radicalmente. Ele veio sobre nós para a transformação e libertação das nossas almas. O cristianismo existe para operar justiça... justiça que se vê e que na sua tradução mais autêntica podemos chamá-la equidade.

É o que Paulo diz no texto acima. Fala a respeito de um amor que se revela a nível de conhecimento, da consciência, e porque é consciente também é percebido, constatado, testemunhado, experimentado. Um amor que não se limita a sentir, nem a pensar mas ousa verbalizar, corre o risco da exposição, e quando exposto, ama mais ainda.

Um povo que colhe, serve e come frutos de justiça. Celebram os louros de uma colheita que não vai aos celeiros que o homem edifica, mas é repartida e compartilhada com o fraco, com o necessitado, com o pobre, a viúva e o órfão.

O evangelho de Cristo é um evangelho para se viver. Não é um evangelho para boca, e também não serve aos ouvidos, sem que antes tomemos a decisão declarada e consciente de que o cristianismo é primeiramente, para mim.

"Porque o reino de Deus... é justiça, paz e alegria no Espírito Santo"

Nele, que nos quer imergidos em Cristo,
Júnior

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