O homem sempre busca a relação com a Divino, com o espiritual, com aquilo que transcende as nossas experiências terrenas. Existe um anseio, uma angústia por justificação, por sentido, por destino. Até daqueles que proclamam o não-Deus. Para nós, os cristãos, existe um preceito absoluto, um princípio inquebrável para que essa relação se estabeleça. Porque é invisível, ela precisa ser feita com base na fé. Uma fé que se reconhece pela convicção, pela ausência de dúvida e a abundância de paz em nossos corações.
Desgraçadamente, o homem vem com todo o seu apetite e a sua ansiedade e procura materializar aquilo que é, na sua essência, invisível. Ele busca desesperadamente, elementos para que o Divino se materialize, que se façam palpáveis, que salte aos olhos. Se fosse as velas, copos d'água, os crucifixos, menos pior. Mais triste ainda, quando queremos confinar Deus num conjunto de regras, de leis e ordenanças. Quando olhamos para o testamento velho, não nos falta exemplos de que essa forma de relacionamento ruiu. A lei serviu para nos dar uma referência, uma noção a respeito de Deus. A plenitude do seu amor foi revelada no Cristo. A essência do que Deus é veio na pessoa de Jesus, a palavra encarnada. Acima de toda regra, de toda norma, está hoje a Graça daquele que nos chamou para sermos verdadeiramente livres.
Liberdade não é fazermos o quiser. Não é ir para onde quisermos sem ter que dar satisfação a ninguém. Liberdade é sermos libertos do julgo da lei, da condenação que ela nos trouxe e da culpa que ela nos impôs. A lei cumpriu o seu propósito nas nossas vidas na medida em que ela nos forneceu uma noção mínima do que era Deus. Foi como um corrimão para um cego. Mas Cristo veio e nos curou definitivamente de toda cegueira. É assim. A lei não é ruim pra ninguém, a não ser que entendamos que ela será o nosso estilo de vida. Aí então seremos condenados a viver através de um corrimão toda vida. Miseráveis homens que somos!!
Eu quero a Graça. Não a graça permissiva e omissa, mas a Graça que produz liberdade com temor. É termos a consciência que somos livres, porque somos de Cristo, e com Cristo. É ser livre para viver todo o tipo de situação, a da fartura, mas também a da fome. Ser liberto de achar que minha vida só vai dar certo se for de um determinado jeito.
Eu quero, e posso ser livre... em Cristo!!
"Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece." (Fp 4)
No amor, que nos faz presos a Cristo, mas totalmente livres,
Júnior
1 comentários:
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