...porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.
1Pe 5:5
Olá amigos,
Estou eu aqui de novo. Desculem-me pelo sumiço, mas esses últimos três meses foram de arrebentar. Mas estamos mais renovados que nunca. Cá estamos de volta, para continuar compartilhando o que Deus tem acrescentado à minha casa.
Sinto de falar hoje a respeito de um princípio. Um princípio de relacionamento com Deus - e principalmente com as pessoas. Ele se chama humildade. Digo que é um princípio porque primeiramente a bíblia diz isso. É importante entendermos a importância de um princípio pois, é ele que sustenta tudo que vai ser construído a partir daí. O princípio da humildade nos dá embasamento e segurança para consolidarmos as nossas convicções a repeito do relacionamento com Deus e com as pessoas. A partir dessa consciência as suas relações serão edificadas sobre um alicerce infalível.
É interessante notarmos que a bíblia diz que Deus resiste ao soberbo. Creio que, quando Tiago e Pedro dizem isto, eles estão querendo dizer a respeito de relacionamento. Esse é ponto central do texto (apesar de não estar nele explícito). Deus derrama graça aos humildes. Essa graça é a graça do conhecimento de Deus - conhecer no sentido de se relacionar. O humilde tem o privilégio de conhecer a Deus na sua essência: o amor. O soberbo nunca conhecerá a Deus no sentido do relacionamento, porque para ele se relacionar com o Pai, ele precisa conhecer o amor. Aí está a barreira. A pessoa orgulhosa, egoísta é aquela que traz sobre si todos os seus acertos e transfere para os outros todas as suas falhas, os seus erros. É alguém que, com essas atitudes se torna ingrata e, sem gratidão não conseguimos ver o amor. Talvez você deve estar pensando em alguém que você conheça que tenha esse tipo de comportamento. Mas quero dizer que, muitas vezes, essa pessoa sou eu e você. E isso nos atrapalha no nosso conhecimento de Deus. Em várias circunstâncias endurecemos o nosso coração, exigimos todas as garantias e bênçãos de Deus pois, afinal tivemos tantos acertos, dedicamos tantas horas, abrimos disso e daquilo... e os erros...bem os erros na verdade são culpa dequele infeliz, daquela desequilibrada...(espero que você saiba o que eu estou dizendo).
Percebo que quando temos essas atitudes, o nosso relacionamento com Deus se esfria. Na verdade creio que na soberba, conhecemos a Deus apenas numa perspectiva contemplativa, na ótica da possibilidade, do que Ele pode fazer e não na ótica da fé, da consciência, da convicção. Deixamos de acessar o coração do Pai, o que há de mais íntimo Nele, que é o amor. Quando experimentamos nos achegar a Deus com o coração em pedaços miúdos, totalmente triturado, humilhado, sem nenhuma prerrogativa, ausente de todas as capacidades, o encontro com o amor é inevitável. Aí sim, conhecemos a graça de Deus na forma mais explícita. Aí sim, há relacionamento de verdade. Por isso entendemos quando a bíblia diz: "Deus não resiste a um coração quebrantado".
Creio que falamos até agora da parte mais fácil, a de nos relacionarmos com o nosso Pai. Não temos grandes dificuldades quando o assunto somos nós e Deus, afinal Ele é o Soberano, o Pai dos pais. Mas a bíblia não para por aí. Ela diz pra nos humilharmos diante das pessoas. É aqui que a coisa pega. E como pega!! Não adianta nos humilharmos diante de Deus se não formos humildes diante das pessoas. Como diz a bíblia: "Como dizemos que amamos a Deus - a quem não vemos - se não conseguimos amar o nosso próximo - a quem vemos?"
Para Jesus ser completamente humilde, ele se humilhou diante dos homens. Ele suportou a injúria, as blasfêmias, os insultos. Não levou em conta a ofensa. O motivo da ofensa era injusto, mas nem isso o fez perder a paciência. Ele sofreu a humilhação mesmo quando tinha todos os motivos e razões para não sofrê-la. Para nós já é difícil sermos expostos, constrangidos quando há razão para isso...quanto mais sofrermos todas essas coisas injustamente...Jesus sofreu. Ele abriu mão de todas as suas prerrogativas, de todo o seu direito de defender-se.
Diante disso irmãos, devemos "colocar as nossas barbas de molho". Devemos pelo menos meditar a respeito dessas coisas. Parar de contabilizar os nossos acertos, as nossas competências, as nossas realizações, pois na verdade todas elas são frutos da misericórdia do nosso Pai.
Com relação as pessoas, aí vai as palavras de Paulo, não as minhas: "Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo." (Fp 2:3)
Quando rompermos essa barreira, Deus não resistirá ao seu coração, pois você passará a falar a linguagem que o Pai entende: a linguagem do amor.
Deus nos abençoe e tenha muita misericórdia da nossa vida.
Em Cristo,
Júnior



