domingo, 13 de dezembro de 2009

Um coração simples, humilde

...porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.
1Pe 5:5

Olá amigos,

Estou eu aqui de novo. Desculem-me pelo sumiço, mas esses últimos três meses foram de arrebentar. Mas estamos mais renovados que nunca. Cá estamos de volta, para continuar compartilhando o que Deus tem acrescentado à minha casa.

Sinto de falar hoje a respeito de um princípio. Um princípio de relacionamento com Deus - e principalmente com as pessoas. Ele se chama humildade. Digo que é um princípio porque primeiramente a bíblia diz isso. É importante entendermos a importância de um princípio pois, é ele que sustenta tudo que vai ser construído a partir daí. O princípio da humildade nos dá embasamento e segurança para consolidarmos as nossas convicções a repeito do relacionamento com Deus e com as pessoas. A partir dessa consciência as suas relações serão edificadas sobre um alicerce infalível.

É interessante notarmos que a bíblia diz que Deus resiste ao soberbo. Creio que, quando Tiago e Pedro dizem isto, eles estão querendo dizer a respeito de relacionamento. Esse é ponto central do texto (apesar de não estar nele explícito). Deus derrama graça aos humildes. Essa graça é a graça do conhecimento de Deus - conhecer no sentido de se relacionar. O humilde tem o privilégio de conhecer a Deus na sua essência: o amor. O soberbo nunca conhecerá a Deus no sentido do relacionamento, porque para ele se relacionar com o Pai, ele precisa conhecer o amor. Aí está a barreira. A pessoa orgulhosa, egoísta é aquela que traz sobre si todos os seus acertos e transfere para os outros todas as suas falhas, os seus erros. É alguém que, com essas atitudes se torna ingrata e, sem gratidão não conseguimos ver o amor. Talvez você deve estar pensando em alguém que você conheça que tenha esse tipo de comportamento. Mas quero dizer que, muitas vezes, essa pessoa sou eu e você. E isso nos atrapalha no nosso conhecimento de Deus. Em várias circunstâncias endurecemos o nosso coração, exigimos todas as garantias e bênçãos de Deus pois, afinal tivemos tantos acertos, dedicamos tantas horas, abrimos disso e daquilo... e os erros...bem os erros na verdade são culpa dequele infeliz, daquela desequilibrada...(espero que você saiba o que eu estou dizendo).

Percebo que quando temos essas atitudes, o nosso relacionamento com Deus se esfria. Na verdade creio que na soberba, conhecemos a Deus apenas numa perspectiva contemplativa, na ótica da possibilidade, do que Ele pode fazer e não na ótica da fé, da consciência, da convicção. Deixamos de acessar o coração do Pai, o que há de mais íntimo Nele, que é o amor. Quando experimentamos nos achegar a Deus com o coração em pedaços miúdos, totalmente triturado, humilhado, sem nenhuma prerrogativa, ausente de todas as capacidades, o encontro com o amor é inevitável. Aí sim, conhecemos a graça de Deus na forma mais explícita. Aí sim, há relacionamento de verdade. Por isso entendemos quando a bíblia diz: "Deus não resiste a um coração quebrantado".

Creio que falamos até agora da parte mais fácil, a de nos relacionarmos com o nosso Pai. Não temos grandes dificuldades quando o assunto somos nós e Deus, afinal Ele é o Soberano, o Pai dos pais. Mas a bíblia não para por aí. Ela diz pra nos humilharmos diante das pessoas. É aqui que a coisa pega. E como pega!! Não adianta nos humilharmos diante de Deus se não formos humildes diante das pessoas. Como diz a bíblia: "Como dizemos que amamos a Deus - a quem não vemos - se não conseguimos amar o nosso próximo - a quem vemos?"

Para Jesus ser completamente humilde, ele se humilhou diante dos homens. Ele suportou a injúria, as blasfêmias, os insultos. Não levou em conta a ofensa. O motivo da ofensa era injusto, mas nem isso o fez perder a paciência. Ele sofreu a humilhação mesmo quando tinha todos os motivos e razões para não sofrê-la. Para nós já é difícil sermos expostos, constrangidos quando há razão para isso...quanto mais sofrermos todas essas coisas injustamente...Jesus sofreu. Ele abriu mão de todas as suas prerrogativas, de todo o seu direito de defender-se.

Diante disso irmãos, devemos "colocar as nossas barbas de molho". Devemos pelo menos meditar a respeito dessas coisas. Parar de contabilizar os nossos acertos, as nossas competências, as nossas realizações, pois na verdade todas elas são frutos da misericórdia do nosso Pai.

Com relação as pessoas, aí vai as palavras de Paulo, não as minhas: "Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo." (Fp 2:3)

Quando rompermos essa barreira, Deus não resistirá ao seu coração, pois você passará a falar a linguagem que o Pai entende: a linguagem do amor.

Deus nos abençoe e tenha muita misericórdia da nossa vida.

Em Cristo,
Júnior

domingo, 13 de setembro de 2009

Tempo de plantar!!


"Aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão." Salmo 126:5

Temos aprendido que Deus é um Deus de processos. É claro que Ele se importa com o resultado das coisas, mas creio sinceramente que Ele nos aperfeiçoa, nos ensina, nos lapida através dos processos. É difícil pregarmos isso nos dias atuais; num mundo onde os resultados são supervalorizados e na maioria esmagadora das vezes, é o que apenas importa. Na verdade, a pregação que envolve os processos na nossa vida, beira a loucura no mundo pós-moderno. Mas como o Pai disse que escolheria as coisas loucas desse mundo para confundir as sábias, vamos em frente!!

Há algum tempo tenho meditado sobre uma atividade que me encanta: a agricultura. Não apenas porque a Bíblia diz a respeito dela, mas porque sou muito próximo do campo e temos atividade rural, a qual a agricultura é uma delas. Percebo como Deus usa os exemplos perfeitos para que possamos aplicar no nosso dia-dia. Confesso que fico impressionado com a didática do nosso Pai.

É incrível como o homem do campo é sempre desafiado a andar em fé. Na época do plantio, percebemos que o agricultor investe grande parte dos seus recursos (tempo e dinheiro). Números indicam que em torno de 70% do custo total da lavoura, correspondem a etapa do plantio. É interessante observar que é exatemente nessa fase que o agricultor tem as menores garantias. Ele prepara o solo, faz a correção, planta a semente, coloca o adubo e literalmente enterra isso tudo. Todo o trabalho, todo o dinheiro, todo o esforço empregado até então é colocado debaixo da terra. Pra quê? Para esperar a chuva vir e molhar a terra. E a semente então, finalmente nascer. O objetivo é nobre, o projeto é muito bom, mas não podemos negar que o homem do campo assume todos os riscos. Ele planta e durante algum tempo, não faz mais nada. Ele apenas vai dormir (com o joelho no chão, é claro!!), esperando a chuva cair sobre o solo. Perceba que esse homem não pode exigir nenhum resultado naquele momento. Ele entende que o momento é de espera (e muitas vezes de choro).

Assim, entendemos o significado daquilo que a palavra de Deus diz sobre semear com lágrimas. Muitas vezes, a agricultor investe tudo que tem (e até mais que isso!!), investe as suas economias em algo que ele ainda não viu. Não viu nem a chuva ainda. Mas ele planta, ele cultiva, pois entende e crê que a água virá para regar a terra e que a colheita será farta. Não podemos negar a sua angústia, a fraqueza que esse homem sente, ao "esconder" tudo que ele tem em uma terra seca. Perceba que não existe possibilidade de recuo, mesmo que o agricultor queira. Ele é "constrangido, coagido, obrigado" a andar por fé. Não existe outra alternativa, ele precisa esperar, ele precisa confiar. É incrível como Deus usa essa situação pedagogicamente na vida do homem do campo, e na nossa também.

Quero desafiar você a trazer essa realidade da semeadura para a sua vida. Precisamos entender que nos nossos projetos de vida, nos nossos empreendimentos, existe o processo da semeadura. Há o momento onde temos que investir a maior parte do nosso tempo, do nosso esforço, do nosso dinheiro. E não há garantias, somente riscos. Na verdade há uma garantia (e suficiente!!): a fé. Quando as lágrimas vierem, a fé nos consolorá. Quando o desânimo e a angústia surgirem, a fé nos lembrará daquilo que realmente importa. A certeza da fidelidade, da bondade e da misericórdia de Deus.

Quando o inimigo bater a sua porta para colocar dúvida a respeito do que você semeou em Deus, a sua prova, a sua garantia, o seu penhor será a fé. Lhe apresente a fé e ele te abandonará.

Grande abraço,
No amor eterno do Pai,
Júnior

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O "ser" ou o "ter", o que é mais importante?

Temos percebido e constatado que a sociedade pós-moderna tem apresentado costumes e hábitos muito diferentes. A cada dia somos desafiados a nos moldar segundo o novo padrão da linguagem, da comunicação, do consumo. Estabeleceu-se inclusive, um modelo inédito de comportamento. Os sites de relacionamento tornaram-se comuns e, ainda mais, item obrigatório na vidas dos jovens brasileiros. Todas essas novas tendências possuem os seus benefícios. Nunca tivemos uma rede de contatos tão abrangente incluindo muitas vezes, pessoas do outro lado do mundo. Com isso as possibilidades de negócios, de relacionamentos, aumentam de maneira significativa. A tecnologia, com a invenção de sistemas e novos equipamentos, também possibilitou otimizarmos o nosso tempo, auxiliando milhares de pessoas a gerenciarem melhor as suas vidas. O acesso a informação também se globalizou através da internet, tornando todos nós cidadãos do mundo. O progresso científico trouxe cura para as doenças, tratamentos revolucionários e diagnósticos de doenças que antes eram desconhecidas.

Sem dúvida, somos privilegiados por viver em uma era com tantos recursos disponíveis. Contudo, a era pós-moderna tem as suas ressalvas com as quais devemos ter cuidado. Uma delas é o que diz respeito ao modo de vida das pessoas. A ênfase no ter em detrimento do ser. Vamos às explicativas para compreendermos melhor. O ter diz respeito àquilo que podemos conquistar (uma possibilidade). O ser traduz o que é a nossa própria identidade. Enquanto o primeiro verbo está ligado ao campo da relatividade (hora temos, hora não temos), o segundo está ligado àquilo que são os princípios e valores de cada pessoa, elementos que são absolutos em nossa vida.

Por que estamos falando disso? Porque não devemos construir a nossa vida fundamentada naquilo que temos, possuímos. Como Engenheiro Civil, aprendi sobre a importância da fundação numa construção. Se edificarmos uma obra sobre um terreno que se move, que permite movimentações, com certeza essa casa terá problemas. A cada deformação que o solo sofrer a construção sofrerá os reflexos dessa alteração. As patologias como trincas e fissuras surgirão, revelando que a base não foi bem preparada. Então, se colocarmos a nossa vida sobre um alicerce que não bem trabalhado, não foi bem compactado – que não é estável – teremos que administrar problemas, patologias no futuro.

Qual é a maneira mais eficaz para termos sucesso nessa empreitada? É construirmos em cima de um solo que não permite deformação, deslocamentos. Em termos de Engenharia, o melhor ponto de apoio para uma obra é a rocha. Quando fazemos uma obra sobre a pedra, temos a garantia de que a construção começou muito bem, pois ela não se deformará com o peso da casa. Assim também funciona conosco. Se nos ocuparmos em dar atenção aos alicerces que estamos construindo, com certeza teremos sucesso em nossa carreira familiar, sentimental, profissional. Quando construímos a vida baseada naquilo que não muda – princípios como amor, paz, perseverança, justiça, respeito, honra – seremos bem-sucedidos naquilo que projetamos. Com essa consciência, vamos experimentar que a nossa vida não sofrerá flutuações quando os ventos, as chuvas vierem sobre a nossa vida. A nossa base não terá sido feita das coisas que são relativas, que são passageiras, mas de coisas que não perecem, que são absolutas. Mesmo em momentos difíceis, conseguiremos atravessar as tempestades.

Perceba que não é o fato de possuirmos, comprarmos e adquirirmos as coisas que nos causam problemas. O que importa na verdade, é o lugar onde as colocamos na nossa vida. É a prioridade que elas ocupam, em detrimento de outras coisas que deveriam ser mais importantes. Se soubermos definir o que fará parte da nossa fundação de vida, tenha certeza que tudo o que você fará será bem-sucedido, bem construído e solidificado.

Um abraço e até a próxima.

José Humberto Júnior

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Você quer um lugar seguro? Ande sobre as águas!!

Em alguns dos meus bate-papos com amigos, pude compreender como Deus definitivamente não possui os mesmos conceitos que as suas criaturas possuem.

O noção de segurança, para nós, sempre está associada aos lugares, às pessoas que estamos acostumados. Nos sentimos seguros quando temos todas as respostas, todas as explicações e quando estamos entendendo o que está se passando.

Eu, "crente" em meus conceitos, fui pego de surpresa pelo Pai. Lá se foi embora mais um sofisma (ufa, ainda bem!!).

Deus me fez lembrar de quando os discípulos de Jesus entraram no barco a noite para uma travessia.

Era escuro, estavam dentro do barco, tudo corria bem. Até que começou uma tempestade e, logo depois viram alguém se aproximando. Pronto, o medo se apoderou dos discípulos num piscar de olhos. O lugar mais seguro que eles podiam estar, se tornou o lugar mais amedrontador. Para amenizar o pavor daqueles homens, Jesus chegou se apresentando: "Não temas, sou eu". Ainda assim, o assombro não passou. Até que Pedro (sempre Pedro!!) desafia Jesus a mostrar sua identidade. Jesus topa. Olhando para o mestre, Pedro começa a caminhar sobre as águas. Assim que o discípulo tirou os olhos do Senhor, começou afundar.

Começei entender que, não são os lugares que conhecemos, as pessoas com as quais convivemos, as atividades com as quais estamos acostumados, que nos dão a verdadeira segurança. Ledo engano. Creio que os discípulos de Jesus tinham total domínio com o barco, com as águas, tanto que alguns eram pescadores. As suas capacidades, habilidades e experiências não foram suficentes para garantir a segurança de ninguém.

Foi justamente no lugar mais agitado, castigado e arriscado que Pedro se viu livre do medo: a água. Imagino os seus amigos comentando, ao vê-lo saindo do barco: "Ele está louco" ou "Perdeu a sanidade mental". Aquilo era demais para eles (e para nós também). Mas Pedrou caminhou sobre as águas totalmente livre do medo e - tenho certeza - se sentindo o homem mais seguro da Terra, pois ele olhou firmemente para Jesus. Irmãos, vou ao pleonasmo: Pedro se sentiu seguro porque não tirou os olhos do Senhor. Esse foi o segredo.

Se você quer se ver livre do medo e buscar segurança, não fique procurando respostas para suas perguntas. Apesar de muitas vezes encontrá-las, elas nunca te trarão segurança. Olhe para Cristo.

Não são os seus amigos, os seus recursos, as suas capacidades, a sua experiência que te deixarão em um lugar seguro. Firme as suas vistas em Cristo e aí sim você será livre.

Abraço,
Júnior

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A pregação que não cola!!

Ultimamente tenho observado o processo de comunicação e perssuasão na sociedade pós-moderna. Tenho acompanhado, ainda que com ausência de estudos aprofundados, as tendências de relacionamento, as estratégias de consumo.

Algo que tem marcado a nossa era é a apologia ao apelo visual, para o desejo instintivo e emergencial. Hoje adiquirimos as coisas muito mais pelo desejo que elas nos despertam (a imagem, o design, o prazer, o sentimento) do que propriamente pela funcionalidade, praticidade, necesidade.

Para deixar isso às claras vamos a minha experiência em São Paulo há alguns meses atrás. Fui a uma feira especializada em Construção Civil. Como de costume, de dois em dois anos, visito esse evento para me atualizar em relação a novas tecnologias e tendências de mercado. Diz-se que é uma das maiores feiras da América Latina. Não duvido.

Ao chegar e caminhar os primeiros 20 metros na feira, me deparei com um stand que mostrava banheiras de hidromassagem, digo, homens e mulheres quase nus. É isso mesmo. Para mostrar toda a qualidade dos seus produtos, a empresa colocou um homem e uma mulher tomando banho, para "vender" a banheira. Mais uns quinze metros, uma empresa que vendia duchas e chuveiros, começou um show com modelos tomando banho e dançando, ao som de música de axé (nada contra o axé, o nosso assunto é outro). Música ensurdecedora. Confesso que veio um pensamento comigo: "será que isso aqui é uma feira de negócios mesmo?". Mas ainda assim perseverei. Cheguei a uma empresa de pisos laminados de madeira e fui atendido por uma mulher muito bem vestida. No folder, muito bem produzido, as opções de cores, de acabamentos, os tipos de madeira, as vantagens estéticas. Pedi a ela que me fornecesse as especificações técnicas do produto. De imediato a sua reação foi parecida como quem nunca tinha ouvido as palavras "especificações técnicas". Eu traduzi: "As informações técnicas do produto, resistência, durabilidade, composição do material". Ela parou e pensativa me veio com a réplica: "me passe o seu email e mandaremos o documento para você. Concordei de imediato aliviado por ter me feito entender (ora, o mínimo que eu esperava, como engenheiro civil e numa feira específica para tal fim, era obter as informações técnicas do produto). Não me atentarei aos detalhes dos stands monumentais, para chamar os olhos, não a consciência. A emoção, não a razão, o discernimento. Os leitores hão de verificar que tudo isso é, no mínimo, estranho para uma feira de negócios.

Não falaremos aqui dos apelos sensuais (eróticos, para bem dizer) da TV. Não há necessidade. Todas essas observações apenas selaram as minhas, até então suspeitas. Estamos sendo bombardeados com a pregação do edonismo, o prazer desvairado; a teoria de que nós merecemos experimentar, ter e possuir. Os sentidos humanos nunca foram tão tentados. O nosso desejo, não a nossa necessidade, seja ele o mais instintivo, está a flor da pele. Ouvimos, em resumo, que mais vale ter à ser.

Todos esses comportamentos e tendências da nossa "aldeia global" me inquieta, afinal, temos sido levados a nos mover pelos nossos desejos, pelo senso de merecimento, pela busca do prazer custe o que custar. Esse discurso (e prática!!) não tem a ver com o Evangelho, não cola às palavras de Jesus, não se junta à vontade de Deus.

Porém há esperança para nós meus amigos. Cristo Jesus. Ele é o exemplo do não-merecimento, do não-desejo, do não-prazer (da carne). Pra nós deve ser mais importante aquilo que somos do que aquilo que temos, como para Ele foi. Pois Deus se importa é com isso.

Mas é uma linha muito, muito fina, você me dirá!! É verdade, meu amado, é verdade (sofro na minha carne, mais do que você imagina). Mas nem por isso é impossível.

Estamos juntos nessa caminhada, pendurados na misericórdia do Pai!!

Abraços,
J.H. Júnior

sábado, 27 de junho de 2009

A mesa rodeada de amigos, de irmãos!!!

Amigos Amados,

"Como é bom que os irmãos vivam em união." (Salmo 133)

A cada dia agradeço a Deus pelos amigos que Ele tem colocado na minha vida. Amigos mais chegados que irmãos. A cada dia que temos oportunidade de nos encontrarmos percebo como o Pai é bom conosco. Nas nossas reuiões semanais de estudo, de oração; nos nossos encontros, muito mais que apenas sociais, na igreja, etc. Tem sido um privilégio pra minha casa, meus amigos.

Como diz o mesmo salmo citado acima, é na comunhão dos irmãos, dos amigos, que o Senhor ordena a bênção e vida para sempre. É assim que você será curado, animado e consolado.

Abaixo seguem algumas fotos que testemunham esses momentos.








Abração,
No amor eterno do Pai,
Júnior

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Ser Quebrantado

Boa Noite amigos,
Segue um resumo da palavra ministrada no acampamento de líderes da Igreja SDT Karaíba e Filhas. Que você também seja abençoado com ela:

“A palavra do Senhor veio a Jeremias, dizendo: Levanta-te e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras. E desci à casa do oleiro, e eis que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas. Como o vaso que ele fazia de barro se quebrou na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos seus olhos fazer. Então, veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? – diz o Senhor; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó Israel.” (Jeremias 18)

Por quê precisamos nos quebrantar?

“...Deus resiste aos soberbos, dá porém, graça aos humildes.” (Tiago 4: 6)

Os soberbos não conseguem receber a graça de Deus, pois acham que, na verdade não precisam dela, ou acham-na insuficiente. O que tem assolado muito a nossa vida, dentro da igreja, é o orgulho. Muitas vezes ele se traveste de outras coisas, mas no fundo é orgulho. É o medo do prejuízo, do dano, da perda.

Tiago também fala sobre humildade e a melhor tradução para essa palavra, segundo nosso contexto é: não se importar com o prejuízo, não levar em conta o dano.

Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.” (Salmo 51: 16 e 17)

“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.” (Mateus 5:3)

Muitas vezes pensamos no Reino dos Céus somente na perspectiva da vida eterna, da nossa herança nos céus, sempre com o pensamento naquilo que ainda há de vir. Os pobres de espírito, no entanto, possuem o privilégio de viver, experimentar, usufruir do reino dos céus, não apenas na eternidade, mas também aqui na Terra.

Como Deus nos quebranta?

Pensamos muitas vezes que o quebrantamento vem, quando o vaso se quebra. Creio que essa linha de meditação possui o seu sentido, mas creio também que Deus quer nos revelar ainda mais, através de uma outra abordagem. Primeiramente entenderemos o processo de quebrantamento, como sendo o processo para minimizar a resistência da terra a moldagem. Quanto menos resistente ao amassamento, maior será o quebrantamento.

Para que o barro possa ser amassado, moldado, ele precisa das condições ideais. É necessário água para que a terra ofereça condições de trabalho. Do contrário, iremos perceber que o oleiro não terá em suas mãos, um material adequado para fazer sua obra de arte. Dentro disso, a água tem um papel fundamental. As suas características, em conjunto com a terra, viabilizam o processo de moldagem. É importante entendermos que a água não é apenas um elemento acessório, suplementar, mas essencial, imprescindível. Sem ela não existe plasticidade. Sem ela não existe quebrantamento.

Na palavra de Deus, em muitas ocasiões, vemos que a água representa o Espírito Santo de Deus. E é exatamente este último que viabiliza o processo de quebrantamento. Não nos quebrantaremos, senão nos abrirmos para que o Espírito de Deus alcance o nosso coração de forma genuína. A bíblia diz:

“É o Espírito Santo, o Consolador, que nos convence do pecado, da justiça e do juízo” (João 16:8)

Abra o seu coração para o Espírito Santo te encher e Ele inundará a sua vida com o Amor do Pai.
O Amor que excede a nossa compreensão, que nos constrange, mas que enche o nosso coração de gratidão. Deus é bom demais!!

É isso aí meu irmão, seja quebrantado!!!

Um abração no amor do Pai,
Pr. J.H.Júnior